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Cenário de aplicação · Cirurgia plástica

Dois cirurgiões transformaram agendas concorrentes em uma operação coordenada

Os dois sócios dividem uma clínica, mas mantêm agendas, orçamentos e decisões operacionais quase independentes. Uma equipe procura horários de um médico enquanto outra tenta confirmar o segundo.

Cenário demonstrativoDr. Henrique Prado Lima e Dr. Gustavo Vieira Matos e Instituto Arcus Cirurgia são personagens e clínica-modelo. Os resultados desta página são simulados e não constituem depoimento nem prova de desempenho.

Dois consultórios separados por divisórias de vidro canelado, com mesa de coordenação ao centro
+150%
na receita mensal de serviços
+16 p.p.
de margem operacional
+550%
no resultado operacional gerencial

Indicadores de simulação. Base: média dos três meses anteriores. Comparação: média dos três últimos meses de uma implementação de 18 meses.

Área
Dois cirurgiões plásticos
Clínica-modelo
Instituto Arcus Cirurgia, São Paulo
Personagens
Dr. Henrique Prado Lima e Dr. Gustavo Vieira Matos
Horizonte do cenário
18 meses
Natureza
Simulação

A tensão

Os dois sócios dividem uma clínica, mas mantêm agendas, orçamentos e decisões operacionais quase independentes. Uma equipe procura horários de um médico enquanto outra tenta confirmar o segundo. Dias de cirurgia disputam recursos, e as revisões ocupam vagas abertas sem planejamento.

A receita de R$ 720 mil/mês esconde estrutura duplicada e margem de 10%. A expansão desejada poderia ampliar essas falhas.

O diagnóstico que muda a decisão

No cenário do ClinicaSystem, Dr. Thiago e equipe identificam uma oportunidade de compartilhar a coordenação e distribuir recursos por capacidade. Os médicos preservam sua autonomia e responsabilidade assistencial. A operação passa a planejar consultas, cirurgias e seguimento em um calendário comum, com atribuição financeira por profissional e linha de serviço.

A implementação, passo a passo

  1. Meses 1–2 — Conciliar operação e remuneração. Definir receitas próprias, repasses e pró-labore. Identificar custos compartilhados e capacidade utilizada.
  2. Meses 3–4 — Implantar coordenação cirúrgica única. Organizar documentos e disponibilidade. Revisões são previstas antes de confirmar novos blocos.
  3. Meses 5–8 — Redesenhar a informação. Páginas de avaliação e orçamentos esclarecem o papel de cada médico, escopo, custos externos e alternativas. O paciente sabe quem o atenderá.
  4. Meses 9–12 — Escalar aquisição por serviço e região. A mídia final combina 65% busca contextual e 35% divulgação institucional. A análise considera procura adequada e consultas realizadas, sem remunerar indicação entre profissionais.
  5. Meses 13–18 — Usar a capacidade adicional. Implantar blocos complementares, controlar custos por episódio e revisar preços para novos orçamentos. A contratação de apoio acompanha a ocupação efetiva.

Capital e alocação de recursos

Destinação do capital Premissa de valor
Coordenação cirúrgica R$ 110.000
Financeiro e sistemas R$ 80.000
Marca e ativação de canais R$ 90.000
Adequações e documentação da estrutura R$ 140.000
Reserva de capital de giro R$ 180.000
Total aprovado no cenário R$ 600.000

O capital de R$ 600 mil cobre implantação, adequações e giro. A mídia mensal vai de R$ 30 mil para R$ 75 mil. A dupla utiliza hospitais externos regularizados; a compra de um centro cirúrgico próprio não é pressuposta para alcançar o cenário.

O resultado do cenário

Indicador Base Janela final
Médicos na operação 2 2
Receita mensal de serviços R$ 720.000 R$ 1.800.000
Custos e despesas operacionais/mês R$ 648.000 R$ 1.332.000
Lucro operacional gerencial/mês R$ 72.000 R$ 468.000
Margem de lucro operacional 10,0% 26,0%
Solicitações administrativas qualificadas por WhatsApp/mês 320 700
Primeiras consultas agendadas por WhatsApp/mês 120 350
Primeiras consultas realizadas dessa jornada/mês 96 329
Agendamento por solicitação qualificada 37,5% 50,0%
No-show dessa jornada 20,0% 6,0%
Mídia paga mensal na janela R$ 30.000 R$ 75.000

No cenário, a receita cresce 150,0%, o lucro operacional aumenta 550,0% e a margem avança 16 pontos percentuais.

A receita cirúrgica própria é modelada de R$ 420 mil para R$ 1,44 milhão; consulta e outros serviços próprios passam de R$ 300 mil para R$ 360 mil. A soma explica o faturamento de R$ 1,8 milhão. A combinação de mais episódios, novo mix e melhor uso de estrutura explica o aumento; os gastos profissionais e de coordenação estão nos custos finais.

Cirurgias modeladas: 14 para 28/mês na dupla. Os procedimentos podem ter complexidades diferentes; orçamento, acompanhamento e ocupação precisam ser verificados por episódio.

O que sustenta a mudança

Os sócios revisam mensalmente contribuição, capacidade e pendências. A central de atendimento tem rotas de escalonamento, e cada cirurgia tem profissional responsável. A análise por sócio evita usar o resultado agregado para esconder uma linha deficitária.

Condições e limites. Não há prova de que qualquer dupla dobrará volume ou sustentará esse mix. Receita própria exclui as contas hospitalares pagas diretamente pelos pacientes; comparar com uma receita que inclui hospital distorceria o ganho.

Aprendizado de gestãoCompartilhar uma estrutura produz valor quando responsabilidades, agenda e economia também são compartilhadas.
Como ler os números

Em cada cenário, a base corresponde à média de três meses anteriores à intervenção. A comparação corresponde à média dos últimos três meses de uma implementação de seis ou nove meses. São valores nominais, sem correção monetária. Contagens representam médias mensais, salvo quando a tabela indica uma coorte.

Receita de serviços: valor reconhecido por atendimentos e serviços efetivamente prestados. Adiantamentos por serviços futuros não entram como receita realizada. Nas práticas cirúrgicas, contas hospitalares, honorários de anestesia e valores pagos diretamente a terceiros ficam fora da receita e dos custos da clínica.

Custos e despesas operacionais: tributos incidentes sobre a receita, taxas financeiras, insumos, remuneração da equipe, pró-labore médico, ocupação, marketing, sistemas, consultoria recorrente e depreciação. O resultado operacional gerencial é a receita menos esse conjunto. Não representa caixa livre nem lucro líquido após todos os tributos, juros e amortizações de dívida. Desembolsos iniciais de implantação precisam ser analisados separadamente.

Variação percentual: comparação relativa entre o valor final e a base. Pontos percentuais: diferença entre duas taxas. A comparação entre janelas não demonstra, por si só, causalidade.

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